Entre o Som e o Silêncio
Comparação dos relatos gravados e escritos
Nas gravações que fiz,
registrei três momentos do meu dia: à noite, de manhã e durante a jornada de
trabalho. Depois, procurei transcrever o que ouvi, registrando os sons e
acontecimentos.
Ao comparar os relatos, é importante
levar em consideração os principais sentidos utilizados, no caso a audição (e o
aparelho fonador, para falar) e o tato (para escrever). Contrapor oralidade e
escrita leva-nos a refletir sobre a importância dos diferentes tipos de discurso
(oral e escrito) em nossa cultura, possuidores de muitas diferenças, mas que também
se interligam em muitas situações.
Na primeira gravação
registrei momentos de uma noite de domingo, em minha casa. Estava assistindo ao
programa Fantástico que passava uma reportagem sobre as expedições de um
aventureiro pelo mundo, tendo ao fundo uma bela musica. Depois, minha mãe
começou a cantar e arrastou uma cama algumas vezes.
A segunda gravação foi de
uma manhã ensolarada no quintal de casa. O sol aquecia o ambiente, depois de
uma noite fria. Havia bastante silêncio, apenas alguns pássaros a cantar e periquitos
gralhando no muro. Consegui ainda grava o som dos meus passos na areia.
Por fim, gravei um momento
da minha jornada de trabalho, na loja em que atuo. Lá há muito barulho: das
pessoas conversando alto, de duas caixas de som que tocam simultaneamente (uma
na entrada e outra no meio), os vendedores trabalhando, o barulho dos carros, os
anúncios na rua e muito mais.
Meu dia é bem diversificado
em momentos sonoros, migrando de um silêncio tranquilo até altos níveis de
barulho. Esse contraste não é o ideal para a saúde, mas é a realidade de boa
parte da população dos centros urbanos em nosso país. Tal verificação pode ser
um importante objeto de análise e reflexão, a fim de encontrar propostas para
melhorar essa realidade.
Fernando Silva campos
Fernando Silva campos

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