quinta-feira, 9 de julho de 2015

Entre o som e o silêncio




Entre o Som e o Silêncio

Comparação dos relatos gravados e escritos





Nas gravações que fiz, registrei três momentos do meu dia: à noite, de manhã e durante a jornada de trabalho. Depois, procurei transcrever o que ouvi, registrando os sons e acontecimentos.
Ao comparar os relatos, é importante levar em consideração os principais sentidos utilizados, no caso a audição (e o aparelho fonador, para falar) e o tato (para escrever). Contrapor oralidade e escrita leva-nos a refletir sobre a importância dos diferentes tipos de discurso (oral e escrito) em nossa cultura, possuidores de muitas diferenças, mas que também se interligam em muitas situações.
Na primeira gravação registrei momentos de uma noite de domingo, em minha casa. Estava assistindo ao programa Fantástico que passava uma reportagem sobre as expedições de um aventureiro pelo mundo, tendo ao fundo uma bela musica. Depois, minha mãe começou a cantar e arrastou uma cama algumas vezes.
A segunda gravação foi de uma manhã ensolarada no quintal de casa. O sol aquecia o ambiente, depois de uma noite fria. Havia bastante silêncio, apenas alguns pássaros a cantar e periquitos gralhando no muro. Consegui ainda grava o som dos meus passos na areia.
Por fim, gravei um momento da minha jornada de trabalho, na loja em que atuo. Lá há muito barulho: das pessoas conversando alto, de duas caixas de som que tocam simultaneamente (uma na entrada e outra no meio), os vendedores trabalhando, o barulho dos carros, os anúncios na rua e muito mais.
Meu dia é bem diversificado em momentos sonoros, migrando de um silêncio tranquilo até altos níveis de barulho. Esse contraste não é o ideal para a saúde, mas é a realidade de boa parte da população dos centros urbanos em nosso país. Tal verificação pode ser um importante objeto de análise e reflexão, a fim de encontrar propostas para melhorar essa realidade.

Fernando Silva campos



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