"Experimentando" o Som
O som é uma realidade muito
maior do que o simples ruído. Ele representa “um mundo” de significações, sendo
diferente do barulho, que é desagradável ao bem estar do ouvinte. Se o som
tiver harmonia, pode tornar-se uma bela canção, capaz de provocar belas
sensações.
Na ultima aula, continuamos discutindo
sobre essa questão. Foi-nos solicitado que gravássemos diversos sons no Campus
e, depois, os ouvíssemos, juntamente com os que trouxemos de casa. Ao final, deveríamos
representa-los graficamente e apresentar o produto final, em sala.
Minha gravação pessoal foi
de três momentos do dia: de manhã (acompanhando o silêncio e o som dos pássaros);
durante o dia, no trabalho (muito barulho e agitação) e à noite (assistindo TV
com minha família). Os áudios de João Marcos foram (primeiro) de veículos
passando na avenida, pela manhã; o segundo de barulho de carros, motos e
pessoas conversando e o terceiro, novamente, de pessoas conversando. O primeiro
áudio de Jéssica foi do som da TV ligada e pessoas conversando; o segundo da
respiração e batimentos cardíacos e o terceiro foi de muitas pessoas
conversando, risos e passos. O primeiro áudio de José Roberto foi dos sons na
cozinha de sua casa; o segundo de pássaros, crianças e máquinas no seu trabalho;
o terceiro capta os sons ao entardecer no fundo do laboratório em que ele trabalha.
Em grupo, gravamos o percurso
que vai de um extremo a outro do Campus. No trajeto, tivemos momentos de
silêncio, som de grilos, passos, maior e menor som de conversa e o som do
gerador da companhia de energia estadual (COELBA) que fica rua ao fundo do
terreno da Universidade.
Foi uma experiência muito legal,
pois pudemos tomar consciência a quantos sons e barulhos estamos expostos todos
os dias. Após essa atividade me lembrei de como o barulho do ônibus coletivo,
que pego todos os dias para ir estudar, é elevado Mesmo com o volume do fone de
ouvido no alto, não dá para escutar a música direito, o que nos induz a
aumentar o volume ainda mais, prejudicando nosso sistema auditivo. Observações
como essas, frutos do dia a dia, ajudam bastante a sermos mais conscientes e
encontrarmos soluções para interagir melhor com o mundo auditivo.
Fernando Silva Campos






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