segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Sentindo o gosto da vida



Sentindo o gosto da vida





Nossa última aula foi bem especial por muitos motivos. Primeiramente porque concluiu os temas de nosso curso, onde aprendemos um pouco mais sobre o olfato e o paladar. Foi, também, um momento de confraternização da turma, onde trouxemos várias comidas, cada uma representando nossos gostos e memórias.
O olfato e o paladar são sentidos que têm uma íntima relação com a memória. Sentimos cheiros que nos remetem a momentos do passado e nos trazem diversas recordações. Os sabores também nos fazem lembrar pessoas e lugares que marcaram nossas vidas. Como é bom lembrar o gosto da comida da nossa mãe, ou o cheiro de um perfume muito bom e que nos lembra alguém especial!
Nosso paladar é um sistema muito complexo, com muitos mecanismos de identificação de gostos. Primeiro sentimos o Gosto, que se refere às sensações básicas (doce, salgado, amargo e azedo), depois o Gosto se une ao olfato, formando o Paladar e este forma o Sabor, que também têm uma grande contribuição afetiva.
O momento mais legal da aula foi quando partilhamos dos alimentos. Cada um trouxe uma comida que gosta muito ou que lhe remete a boas recordações. Eu trouxe um bolo de milho, pois gosto de tudo que é feito com milho (pamonha, polenta, mingau, cuscuz, bolo, pipoca, o próprio milho etc). foi um momento muito bom de lembrar tantos momentos bons que vivi, afinal os bons momentos da vida sempre estão ligados à comida (festas, jantares, almoços, lanches etc). Inclusive as refeições estão presentes em momentos bíblicos importantes (as Bodas de Caná, a multiplicação dos pães, a Santa Ceia entre outros).
O componente Experiência do Sensível foi uma das mais interessantes matérias que tive em minha vida escolar, onde aprendi muitas coisas sobre mim e sobre os outros. Espero poder ser alguém melhor, aplicando o que aprendi em meu dia a dia e vivendo  a vida de modo mais leve e harmonioso.

Fernando Silva Campos



quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Superando os obstáculos


Superando os obstáculos





Nossa última aula foi sobre a realidade das pessoas com deficiência. Começamos o encontro com uma experiência bem legal: tentando entender como as pessoas cegas percebem o mundo. Fechar os olhos não é tão fácil como pode parecer, cria uma série de dificuldades de perceber as coisas. Porem, outros sentidos são aguçados, como a audição e o tato, que nos permitem sentir as coisas de um modo diferenciado. No decorrer da experiência era possível formar uma imagem mental dos objetos que tocávamos e sentíamos. Alguns objetos deram um pouco de medo, porém depois vimos que eram coisas bem simples e corriqueiras.
No segundo momento, tivemos uma conversa com o Sr. Irlando, presidente da Associação dos Deficientes de Teixeira de Freitas que nos apresentou um pouco das dificuldades enfrentadas pelos eles em seu dia a dia, como, por exemplo, para montar seus equipamentos de locomoção. Falou ainda do respeito que devemos ter para com os deficientes.
No fim da aula, tivemos a experiência de utilizar as cadeiras de rodas, muletas, bengalas para os deficientes visuais e outros equipamentos. Foi muito importante estar perto dessa realidade, a fim de nos sensibilizarmos com as dificuldades dos deficientes e podermos colaborar, com nossas atitudes, para a construção de uma sociedade melhor para todos.

Fernando Silva Campos





 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O significado das sombras


O significado das sombras




O tema da nossa última aula foi sobre o significado das sombras. É muito interessante entender o que elas representam para nós, expressando medo, terror esconderijo, histórias de vampiros, caverna ou solidão. Porém, num outro contexto (como numa praia), elas podem representar calma, alívio e refresco.
Num segundo momento, fomos divididos em grupos para representarmos objetos e formas geradas a partir das sombras. Nosso grupo fez um teatro de sombras que, mesmo de modo cômico, nos permitiu perceber como as sombras alimentam nosso imaginário e nos fazem viajar num universo de possibilidades. Foi bem legal, também, ver vídeos com apresentações de um grupo de dança, que faz das sombras sua grande atração.
Tratando sobre as sombras, lembro-me da obra “O mito da caverna” de Platão. Nele, o autor conta que havia um grupo de pessoas que viviam aprisionadas em uma caverna e que, durante toda a sua vida, só conseguiam ver as sombras dos objetos e pessoas que refletiam no fundo da caverna, originadas pelo reflexo das chamas de uma fogueira. Porém, um dia, um dos homens decidiu sair da caverna e subir, para ver o que havia fora da caverna. Quanto mais ele subia, mais as coisas iam se tornando nítidas até que ele chegou do lado de fora e contemplou o sol, reflexo da verdade, que o permitia enxergar as coisas como elas realmente são.
Para conduzir o roteiro do nosso teatro de sombras, fizemos um pequeno poema, sobre a temática da água:

"Tinha água, tinha água, tinha água no meu quintal;

Hoje busco água, parecendo um animal;

Pés do Estado que me atormentam que me oprimem;

Mas as mãos do meu Padim Padre Cícero me levantam, me erguem;

Ó, quanta seca!

Homens secos, andando sem esperança;

Ó bem precioso, volte para mim;

Eu , te destruindo, destruí a mim." (Gabriel Almeida Santos)


Fernando Silva Campos